Descobrir a gastronomia alentejana é seguramente um prazer. Inspirada na trilogia mediterrânea – pão, azeite e vinho – aliada à metalúrgica do ferro e à inserção da roda do oleiro, as comunidades que por aqui existiram associaram as ervas aromáticas aos outros produtos da terra e enraizaram a sua dieta alimentar. Ao longo dos tempos e com a mutação da agricultura, também a forma de comer se foi transformando e surge a arte culinária.
O património de receitas inventariadas é indescritível. Num raio de poucos quilómetros a mesma receita tem várias versões de acordo com os produtos locais. Como exemplo, aparece-nos a açorda. Embora a base seja o azeite, as ervas aromáticas e o pão, os seus acompanhamentos variam conforme a época e as zonas. Podem-se comer açordas com azeitonas, com bacalhau, com sardinhas assadas, com pescada, com amêijoas, com peixe frito, com ovos, com figos, com uvas…
A nossa gastronomia oferece-lhe entre outras iguarias a tradicional sopa de cação, sopa de tomate e as migas à alentejana. A acompanhá-las sugerimos um bom vinho alentejano.
Como pratos típicos servem-se desde o gaspacho frio à açorda quente com ovos, bacalhau ou sardinhas assadas, às sopas de tomate, da panela, de cação, de batata, de beldroegas, às migas alentejanas com entrecosto frito, o ensopado de borrego ou o borrego assado, o cozido à alentejana, ou ainda os enchidos para acompanhar uma boa favada.
Não deixe de experimentar a nossa doçaria conventual, como por exemplo as tão apreciadas Tibornas de amêndoa e gila, o sericá oriundo de terras orientais, o arroz doce, as queijadas, os nógados, os bolos fintos, as filhós e as azevias e outras guloseimas de velho sabor conventual.
Pode dizer-se que a cozinha alentejana atinge nestas paragens a excelência da arte.